terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Orgulhoso Português


Boa noite. Peço desculpa por falar em Português, mas sou um orgulhoso Português”.

Finalmente alguém (figura pública) que pensa como eu, “ser orgulhosamente Português” e não tem vergonha de o dizer em público, em Português, a milhões de pessoas.

José Mário dos Santos Mourinho Félix, vulgo conhecido por “Special One”.

Mais do que o ter ganho o prémio de melhor treinador mundial do ano (mesmo que não ganhasse, já sabíamos que o era), valeu mais que tudo, o início da sua intervenção.
Sem preconceitos, sem decremento, curto, conciso e consistente, senhor do seu papel, aclamando o nome…, “Português" em Português.

Somos descendentes de Celtas, Romanos, Visigodos e Iberos.
Navegamos por todo o mundo e o dividimos em dois.
Chegamos á América primeiro que os nossos vizinhos, conforme comprova o marco quinhentista no museu de Massachusetts, e com data anterior á da chegada dos Espanhóis. Somos das mais antigas nações da Europa e para ela muito contribuimos já, ao longo das eras.

Não temos de ser diminuídos e subservientes aos olhos da Europa e do mundo.
Temos sim de mostrar que somos organizados, inteligentes, destemidos e empreendedores, tão bons ou melhores que os melhores. Que temos gente capaz!
Não…, não sou, nunca fui, nem nunca serei, xenófobo.
Sou, sempre fui e sempre serei, um “orgulhoso Português”, e nesse tema, tenho o ego do tamanho do universo.

Sim, é verdade que temos um presente de caca, que o nosso nome nacional anda pelas ruas da amargura (financeiramente falando), mas todos sabemos porquê e que a culpa é nossa, em grande parte, pela situação actual!
Sim, culpa do nosso eterno feitio do “deixa andar que isto há-de mudar”; do “deixa arder a casa do vizinho”, enquanto que fechamos a nossa janela para que não entre o fumo; do “enquanto não for comigo que se dane”; do “sou uma nação triste e deprimida”; do “a culpa é deles que são maiores que nós”.
Já chega!!!

Temos o dia de Portugal e bem, mas este dia 10 de Janeiro de 2011, deveria ficar marcado e bem gravado na mente de todos nós como sendo o dia do, “orgulhoso Português”.
O dia em que alguém teve a coragem de, sem preconceitos e vassalagem, dizer a milhões:

Orgulhoso Português!

Obrigado José Mourinho.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rir - 2º Acto

Hoje não me apetece escrever.
Estou melancólico com este tempo depois do dia de ontem.
Como muitos de os meus amigos se devem sentir assim, optei por postar um vídeo.
Divirtam-se!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Rir - 1º Acto

Falta humor.
Talvez o tempo de inverno aliando noticias que ouvimos na comunicação social, talvez o retrato de uma crise e as preocupações mundanas que afecta cada vez mais todos nós, talvez por si só sermos já um povo triste em comparação aos nosso vizinhos Espanhóis, sei lá.

Talvez tudo junto seja a causa deste nosso estado de espírito nacional, melancólico, triste, pardacento, desgostoso e algo amargo, para que no final, se pensarmos bem, esta vida é bem mais curta do que aquilo que imaginamos.

Os anos passam, envelhece-se e olhando para traz, vêem-se que se tornaram pessoas ásperas e crispadas que perderam anos de vida na cultura do lamento e da tristeza.
Deveríamos acabar com a nossa melancolia nacional de uma vez por todas.
Somos dos povos mais afáveis da Europa, senão o povo numero 1 e ao mesmo tempo somos dos mais entristecidos. Não entendo esta contradição.

Deve ser algo que nos vem das épocas quinhentistas e continua impregnado em nós sem que nos demos conta ao longo das eras. Damo-nos derrotados á partida quando deveríamos ter um alto pensamento positivo. Afinal somos uma nação com uma das histórias mais ricas no mundo e só por isso deveríamos ter orgulho colectivo.

Rir é uma boa terapia.
O humor e o riso, quanto mais praticados, fazem com que o nosso bem-estar aumente e quanto mais nos rimos, mais procuramos encontrar formas para rir.
E o consenso é geral quando os entendidos na matéria se proclamam sobre este assunto pois, dizem eles, que a partir de posições positivas o nosso cérebro consegue elevar-se, abstrair-se e criar novas relações com o nosso corpo. Resumindo, cura-lo.

A quantos de nós um dia corre melhor sem sabermos o porquê, já que esse dia em nada foi diferente do anterior? E talvez somente porque começamos o dia a rir, sem nos termos apercebido.
Já diz o ditado que “rir é o melhor remédio”.

Portanto, estou a fazer a minha parte e tentar tornar-me cada vez mais positivo.
Nesta matéria e como técnica terapêutica, vou fazer o que me compete e irei postar, de quando em vez, alguns vídeos que me vão chegando de amigos e familiares.

O vídeo de hoje é o 1º acto. Façam o favor de rir bastante e como diz um amigo meu, 
tentem, tentem ser felizes”.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Notícias Frescas

Um segredo é algo que se guarda no local mais profundo do ser.
Por vezes é difícil guarda-lo para si mesmo e quando os segredos são a causa, o efeito, a origem de haveres negros de experiências vividas, vai carcomendo e consumindo por dentro.
Amiúde chega o ensejo na decisão de o revelar a alguém, tal é a forma como desgasta e aniquila quem, em tal condição, por vezes se encontra.

A revelação de um segredo em jeito de confidencialidade é um acto de confiança para com outrem, normalmente um amigo/a chegado/a, penhorando aquele/a a quem é revelado e obrigando-o/a a operar, o resultado da responsabilidade e confidencialidade.

Todavia existe gente a quem contar um segredo é de todo impróprio. Desconjuntam-se no milionésimo de segundo seguinte, aos quatro ventos e sete colinas.
É o mesmo que dizer-lhes, “não te esqueças de publicar e espalhar a anunciação”.

Interessante ainda é que ao revelarem um segredo que está ao abrigo desse preceito de confidencialidade, o testemunho é completado com frases do tipo “mas eu não te disse nada ok? Faz de conta e não contes a ninguém”.
Esta dita, vinda de alguém que sofre de agravada incontinência verbal, fica sempre bem.

Incontinência verbal! Gosto abertamente desta expressão.

A internet é um excelente meio de comunicação e relacionamento entre pessoas.
É uma ferramenta excepcional e utilizo-a desde os seus primeiros momentos de existência.
De há uns meses para cá e ao abrigo de algumas conversas que tenho ouvido, efectuei algumas pesquisas, ao alcance de qualquer um, sobre imagem e postagem de perfis pessoais na internet, bem como postagem de comentários e conversas públicas.
Cheguei a algumas conclusões bastante interessantes.

Através de imagens publicadas em perfil publico (por vezes centenas em variadas situações); de algumas informações em perfil pessoal publico; de comentários ou conversas do tipo pergunta versus resposta; e conversas públicas, através de tudo isto, é possível determinar, em muitos utilizadores desconhecidos:
O perfil psicológico; o perfil físico (por vezes quase na sua plenitude); relacionamentos familiares, de amizade e amorosos; seguir os locais visitados durante o dia (posta-se de tudo e em qualquer momento via telemóvel); área geográfica da residência; viatura; frequência em locais ao fim-de-semana; enfim…, …, …, pois não quero alongar-me na descrição.

Ao postar, todo e qualquer tipo de informação escrita ou de imagem, revelam com bastante precisão sobre a sua pessoa.
É bicudo sustentar sigilos na internet e entre os quais, alguns segredos pessoais.
Pesquisando em vários motores de busca, é possível encontrar bastante informação sobre pessoas e o sobejo progresso das redes sociais, veio ampliar ainda mais o campo de pesquisa.
A 9 de Fevereiro de 2010 nos Estados Unidos, iniciou-se a campanha “think before you post”. Vale a pena ver e pensar sobre os vídeos da campanha.

Muitas situações tenho ouvido sobre acontecimentos origiundos da falta de cuidado nas postagens.
Também não quero de toda a forma ser tomado por radicalista, aterrorizador, ou anti-postagem. Longe de mim tal ideia.
Sei é que, o seguro morreu de velho e convenhamos que ninguém, sanamente capaz, gosta ou gostaria de ver a sua privacidade violada e exposta na praça pública.
Pressuponho eu de que!

A internet é uma ferramenta excelente, essencial e sublime.

A internet é também, uma incontinente informativa.






segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Intenção



Não sou muito dado a reter e girar á volta das previsões astrológicas. Perdoem-me!
Dizem que este ano é o ano de Mercúrio e como tal, que este vai impulsionar transformações e possibilitar ajustamentos.

Mercúrio era o Deus mensageiro, das comunicações, aquele que trazia as boas novas, negociador, amante das relações e pessoas, apaixonado pela velocidade.

Não acredito muito na tese que o destino esteja traçado á nascença e acho que tem tudo muito mais a ver com as opções e decisões que tomamos diariamente, ou mais precisamente com a “intenção” com que..., as não tomamos.

“Intenção”…, uma palavra esfregada pelo nosso vocabulário diário.

Quando alguém diz “tenho a intenção de…”, quase sempre consumimos a possibilidade de “não ir passar-se nada”. Falta-lhe o exercício da acção.
Porém, esse é o sentimento, o propósito, a disposição a que nos agitemos a realizar alguma coisa, para que os pressupostos aconteçam.
O dito, “de intenções está o mundo cheio” é certo, se só houver a “intenção”, sem a posterior acção.

O que conta é a “intenção”!!! Será?
A evasiva para algo mal consumado, imperfeitamente concluído ou não executado, afinal sem o esforço da boa “intenção”, é de que a “intenção” conta.
Teve “intenção” mas, sem dedicação? Então considere-se reabilitado.
Se houver “intenção” sem haver a propensão a uma acção, houve “intenção”?
Não, nunca houve alguma "intenção".

“Intenção” implica posterior movimento, actividade ou frenesim, e é a negativa da apatia e da estagnação. É o antecedente á acção.
Quando muitos têm a mesma “intenção” poderão afastar serranias, abrir caminhos, fechar ou desobstruir portas, mudar atitudes doutrem, avançar e elaborar definindo objectivamente..., a sua "intenção" passando á acção.
Pessoalmente, prefiro que não se opere o pregão da "intenção", a ser realizado…, sem a menor das boas “intenções”.

Segundo o desígnio dos astrólogos, 2011 é o ano das boas transformações.
Que me perdoe Mercúrio a minha "intenção", mas hoje ao escrever foi com o intuito  de desejar e em especial a todos os que me lerem, um excelente ano repleto e absoluto de “intenções”.
De boas "intenções", plenas de execuções.

Já agora…, tenho a “intenção” de não abastecer gasóleo, sempre que possível, naquela que todos sabem.
A partir de amanhã, a minha “intenção” deixa de o ser, passa a ser atitude.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ansiedade


Por definição, ansiedade, é uma característica biológica do ser humano,
antecede momentos de medo, perigo ou de tensão, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, o coração batendo rápido, nervosismo, aperto no tórax, transpiração, etc”.

Tal como a definição senti-me assim durante todo o ano de 2010, com uma nuance, não foi só no anteceder dos momentos mas também no suceder dos mesmos.
Estive arrasado! Sei o porquê de assim ter estado e por isso, estive fulo, zangado e surpreendido comigo mesmo, durante todo o ano.

Dizem que sou um romântico e um sentimental de primeira colheita.
É verdade, mas por alguma formação oriental que tive, fui educado para me conseguir controlar e não entornar emoções, medos, tensões, nervosismos e apertos, enfim…, a ansiedade nos momento e a ter frieza e clareza de espírito nas situações. No fundo…, educado a me controlar. Pois…., controlar…!

Irra!!!! 2010 foi tudo ao contrário!
Tocou-me de tudo. Do bom, do mau, e do muito mau, tudo com os sentimentos juntinhos á flor da pele.
Houve alturas que nem ao espelho me conseguia olhar de tão irritado comigo mesmo. Motivos? Não me conseguir controlar, ter perdido o controlo.
E como me detesto…, como me detesto por isso..., como me detestei….!!!

Ele deve andar muito atarefado e já o desculpei. Com tanta confusão e desatino que para aí vai, sei que há casos muito mais agravados para Ele tratar.
Todos os dias falei com Ele e por sua vez, Ele nem uma palavra me dirigiu este ano.
Sei que Ele não me voltou as costas, nenhum motivo Lhe deu para isso.
É…, Ele deve andar bastante absorvido.

Mas tudo tem um fim e ditosamente, 2010 está a finar e que pressa tenho eu de lhe aferrolhar a porta com as sete trancas.

Louvor para 2011 e vou aguardar, pacientemente e resignado, que Ele, tenha uns segundos só para mim.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Vou ler


Não é preguiça é cansaço e este ano estive cansado, de não ler ou, de tanto tentar ler. Nas férias incorporo regularmente a leitura a por em dia, aquela que durante o ano não tive tempo de gozar. Este ano foi diferente saiba-se lá porquê, tentei mas não consegui assimilar uma única letra.

Tenho um livro emprestado, escrito por um amigo, e há uns 2 meses está no meu prelo pessoal para reter. È daqueles que necessito de sossego para embeber toda a consciência da narrativa. Sei porquê, por quem, e para quem foi escrito.

Dizem que um homem só é completo quando escreve um livro, planta uma árvore e teve um filho.
Eu tive de a sorte de ter dois filhos. Quanto ás árvores, já lhe perdi a conta e falta-me escrever o livro. Ou talvez não!

Todos os dias vou tentando escrever com palavras, pelo menos no coração daqueles que conheço, no coração daqueles de quem gosto e especialmente, no coração daqueles de quem mais gosto.
Mas não é fácil escrever nalguns corações!
Nestes tempos conturbados, corre que uma grande parte das gentes dá mais valor ao acessório, que aquilo que é o essencial.

Preocupamo-nos demais em parecer gente bem, parecer ser gente de bem, parecendo que tudo o mais não faz sentido.
Mais deveríamos nos preocupar em ser gente do bem, e estar de bem.
Estar de bem principalmente com nós mesmo, pois só assim poderemos estar de bem com os outros. Ser gente do bem porque, é muito mais fácil ser gente do mal e, quase nunca se tenta a via mais difícil.
Depor do acessório e ajustar ao essencial, só isso!

Como alguém exclama, “…já agora…, vale a pena pensar nisto!”

Sim…, o meu doado deve ser esse …, escrever no coração dos que conheço e de quem gosto e no entretanto…, parecer aquilo que sou.
Mas como gostaria eu que alguns daqueles que conheço e no coração de quem escrevo, o fizessem em mim da mesma forma, com sentido e sentimento. Que escrevessem no meu coração e no entretanto…, transparecesse aquilo que são…, sem revelar o que na realidade não são.

Este fim-de-semana vou ler, mas finalmente alguém, em mim vai escrever.